terça-feira, 20 de maio de 2014

Guiné-Bissau e Angola entre os dez países mais perigosos para se nascer

A Guiné-Bissau e Angola estão entre os dez países mais perigosos para se nascer, com taxas de mortalidade neonatal superiores a 45 recém-nascidos por cada mil nascimentos, revela um estudo publicado esta terça-feira pela revista The Lancet.




Numa série especial sobre a mortalidade neonatal, que reúne o contributo de 54 especialistas de 28 instituições em 17 países, a revista científica diz apresentar o quadro mais claro de sempre sobre as hipóteses de sobrevivência de um recém-nascido e os passos que devem ser tomados para reduzir as mortes de bebés.
 
A tabela dos países mais arriscados para recém-nascidos é liderada pela Serra Leoa, com 49,5 bebés em cada mil a morrerem antes dos 28 dias. Nos nove países que se seguem há oito africanos - Somália, Guiné-Bissau, Angola, Lesoto, República Democrática do Congo, Mali República Centro Africana e Costa do Marfim  e o Paquistão.
 
Com 45,7 recém-nascidos mortos em cada mil nascimentos em 2012, a Guiné-Bissau é o terceiro país mais perigoso para se nascer, seguido de Angola, com uma taxa de mortalidade neonatal de 45,4.
 
A diferença entre os dois países está nos progressos alcançados, já que a Guiné-Bissau reduziu a sua taxa de mortalidade neonatal em 22% entre 1990 e 2012, enquanto em Angola a taxa apenas caiu 12% no mesmo período.
 
Há a acrescentar que 29,6 em cada mil partos na Guiné-Bissau foram de nados-mortos, enquanto em Angola a taxa de nados-mortos é de 23,9 em cada mil.
 
Moçambique é outro país lusófono entre os 30 piores de 162 países classificados, com uma taxa de mortalidade neonatal de 30,2 por cada mil nascimentos e uma taxa de nados-mortos de 28,1. Ainda assim, o país reduziu a sua taxa de mortalidade neonatal em 44% entre 1990 e 2012.
 
Timor-Leste surge na 117.ª posição dos 162 países analisados, com 24,4 em cada mil bebés a morrerem antes de completarem quatro semanas de vida e 13,2 em cada mil a nascerem sem vida.
 
Segue-se São Tomé e Príncipe, que tem uma taxa de mortalidade neonatal de 19,9 em cada mil nascimentos e onde 21,9 em cada mil nascimentos resulta num nado-morto.
 
Com uma taxa de mortalidade neonatal de 10 e 14,5 nados mortos em cada mil nascimentos, Cabo Verde é o país africano lusófono com melhores resultados, embora, tal como São Tomé e Príncipe, não surja classificado no ranking global.
 
Cabo Verde é também o país lusófono africano com maiores progressos, já que a taxa de mortalidade neonatal caiu 53% entre 1990 e 2012.
 
Finalmente, o Brasil tem uma taxa de mortalidade neonatal de 9,2, taxa que registou uma queda de 68% desde 1990.
 
No estudo, os investigadores lamentam também que muitos dos bebés que morrem até às 28 semanas não chegam a ser registados, o que reflecte "a aceitação do mundo de que estas mortes são inevitáveis".
 
"Este fatalismo, falta de atenção e falta de investimento são os motivos por detrás do lento progresso na redução da mortalidade neonatal e de um progresso ainda mais lento na redução dos nados mortos. Na realidade, estas mortes são quase todas evitáveis", diz a coordenadora da investigação, Joy Lawn, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.
 
Segundo os dados divulgados, a Guiné-Bissau está entre os dez países onde é menos provável que uma criança esteja registada ao chegar ao primeiro aniversário. Com efeito, apenas 14% dos bebés guineenses são registados antes de completarem um ano de idade.
 
Em Angola, a percentagem de bebés com menos de um ano registados é de 21%, enquanto em Moçambique é de 29%.

20 Maio 2014, 00:50 por Lusa


segunda-feira, 19 de maio de 2014

México: O edifício que 'come' a poluição


Os especialistas que criaram o projeto dizem que a fachada do novo hospital da Cidade do México tem capacidade para neutralizar os agentes poluentes de até mil veículos por dia.


A fachada do edifício é construída com módulos de dióxido de titânio que, segundo os envolvidos no projeto, transforma os agentes poluentes em água e dióxido de carbono.
O arquiteto Josué Basto diz que a fachada tem, ainda, a vantagem de criar sombras dentro do prédio. O prédio refresca-se por si mesmo e, com isso, é possível diminuir o uso do ar condicionado e gerar economizar os gastos da energia elétrica.
Com um custo de quase 15 mil milhões de euros, a secretária do ambiente da Cidade do México, Tany Mueller, diz não ter sido um desperdício, mas sim um investimento. Numa cidade com 20 milhões de habitantes e onde muitas pessoas necessitam de andar com máscaras na rua, devido à poluição, Tany Mueller diz que não fazer nada contra a poluição teria um custo muito maior.


Publicado em Visão Verde a 02/01/2014

terça-feira, 13 de maio de 2014

Treze cidades portuguesas falham limites de poluição do ar

Estudo global da Organização Mundial de Saúde identifica a Índia como o país com mais cidades com elevada poluição.




Treze das 15 cidades portuguesas incluídas num estudo divulgado esta semana pela Organização Mundial de Saúde (OMS) têm níveis de poluição do ar acima dos limites considerados aceitáveis. Em causa estão as partículas em suspensão no ar, um dos dois poluentes mais preocupantes na Europa, juntamente com o ozono.


A OMS recomenda que a concentração de pequenas partículas, com até 10 milésimos de milímetros de diâmetro e conhecidas pela sigla PM10, não ultrapasse 20 microgramas por metro cúbico de ar, numa média anual.


Duas das cidades portuguesas incluídas numa base de dados global da OMS – Braga e Vila Franca de Xira – estão mesmo sobre o limite. Todas as outras 13 estão acima: Seixal, Paredes, Valongo, Porto, Matosinhos, Funchal, Lisboa, Almada, Vila Nova de Gaia, Setúbal, Barreiro, Faro e Amadora. Os valores variam entre 21 microgramas por metro cúbico na Amadora a 39 no Seixal, segundo os dados da OMS, referentes a 2011.


Para partículas muito finas, de até 2,5 milésimos de milímetro de diâmetro (PM2,5), há dez cidades portuguesas com valores acima do limite médio anual de 10 microgramas por metro cúbico e cinco dentro da fronteira considerada segura (Faro, Amadora, Braga, Vila Franca de Xira e Porto).


As cidades europeias estão entre as que têm menores níveis de poluição na base de dados da OMS. No total, está compilada informação sobre 1600 cidades de 91 países. A Índia sobressai-se: das 124 zonas urbanas com dados, 11 tem um nível de PM10 acima de 200 microgramas por metro cúbico e 49 estão acima de 100. A China, cuja poluição é normalmente mais mediatizada, tem 23 cidades, em 112, com mais de 100 microgramas por metro cúbico e nenhuma com mais de 200.


Das 15 cidades com maiores níveis de PM2,5, dez estão na Índia. A mais poluída de toda a lista é Nova Deli. Em lugar de topo estão também três cidades do Paquistão (Karachi, Peshawar e Rawalpindi), uma no Irão (Khoramabad) e uma no Qatar (Doha).


Segundo a OMS, a poluição do ar matou 3,7 milhões de pessoas em 2012, sobretudo com mais de 60 anos.


Notícia publicada no Público a 08/05/14

domingo, 11 de maio de 2014

Upwelling e Downwelling

O que é o Upwelling e o Downwelling? Como se formam ... que consequências apresentam...

O Upwelling e o Downwelling são movimentos de massa do oceano, que afetam a superfície e as correntes profundas. Estes movimentos são essenciais na agitação do mar, renovando o oxigénio em profundidade, distribuindo o calor e trazendo nutrientes para a superfície.
O Upwelling é o movimento ascendente de água fria vinda das profundezas, muitas vezes rica em nutrientes. Ocorre essencialmente no verão, em situações de anticiclone em que as águas superficiais são empurradas para o largo, sendo substituídas pelas águas profundas, frias e ricas em nutrientes. É por isso que no verão os peixes se encontram mais bem alimentados (e a sardinha gorda...).
O Downwelling  é o movimento da água da superfície para profundidades. Ocorre quando as águas superficiais convergem, empurrando a água da superfície para baixo (normalmente em situações de depressões barométricas - vento de sul). As regiões onde ocorrem o Downwelling,  têm baixa produtividade devido   à escassez dos nutrientes uma vez que a água fria (rica em nutrientes) é empurrada para as profundidades, sendo substituída por uma água mais quente, pobre em nutrientes. Daí que no inverno, os peixes não tenham tanto alimento.

Google Earth na Sala de Aula - Evolução da União Europeia

Formação da União Europeia

Mapa dinâmico com a evolução da União Europeia

Por Luis Correia Antunes | 14h08, 10 de Maio de 2014 
O livro “Google Earth na Sala de Aula” apresenta o mapa que mostra a evolução da União Europeia, desde a sua constituição em março de 1957, com origem em 6 países (Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo, Países Baixos) até à composição atual com 28 estados-membros, após o último alargamento a 1 de julho de 2013 com a adesão da Croácia.
Este mapa tem a mais-valia de possibilitar “navegar no tempo”, visualizando de um modo dinâmico e intuitivo as várias datas de adesão por parte dos diversos países, fazendo aparecer as respetivas fronteiras. Esta componente temporal nos mapas é possivel graças à opção avançada dos mapas KML que é o TimeStamp(ou o carimbo horário), que permite atribuir uma data a um elemento cartográfico. Para além desta opção de navegação no tempo, o mapa dispõe de legenda com os anos de adesão dos países por cores de modo a identificar as diversas épocas de adesão. As pastas de arquivo deste mapa estão ainda organizadas por datas de adesão facilitando a navegação entre os países e épocas.
Para melhor ajudar a caracterizar cada um destes países, nada melhor do que usar o Mapa com os países do Continente Europeu . Neste mapa pode encontrar, por exemplo, população e área dos países, Indice de Desenvolvimento Humano (IDH), PIB bruto e per capita, ouvir o hino, entre outras informações respeitantes aos diversos países deste continente.